Pois é…. depois de Nampula … São José (Santa Ana), Costa Rica. Um salto de 40 horas….
Mas antes de falar da Costa Rica, algo que falarei num futuro, vou falar do Panamá.
Para mim Panamá era o país do canal e a bandeira engraçada que todos os barcos que entravam no rio tejo tinham (agora sei que é para passarem o canal com um desconto enorme).
Mas a música, a cozinha e os panamenhos fazem deste país mais do que um canal. Patacones com rés, rum e uma boa bachata é tudo o que os panamenhos precisam para bailar e divertir-se à grande …
Apesar disso o canal fez este país do jeito que é: devido às condições ambientais adversas aquando da construção do canal, em que chineses e franceses não aguentaram devido a malária, serpentes e coisas tropicais do género, os americanos (sempre eles) com a preciosa ajuda de escravos (prisioneiros) vindos da jamaica deram ao Panamá características únicas. Assim, enquanto que a cidade do Panamá é uma metrópole de nível mundial com arranha-céus bem ao estilo americano, a forma de estar do Panamenho é completamente africana. E como sempre, sempre que existem duas sociedades separadas socialmente falando, também temos duas sociedades opostas, economicamente falando.
E infelizmente o Panamá também é isso… um mundo de extremos.
Mas não vos quero chatear com as minhas análises chatas, e sim convidar-vos a ouvir bachata, comer uns patacones e a bailar um vallenato acompanhado de uma panamenha.
Deixo-vos com a imagem da ponte que tive de atravessar com a minha mala… esta é a fronteira entre a costa rica e o panamá.
Um abraço.
